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domingo, 24 de junho de 2012

Testamento


Da morte esticamos as pernas
Para vê-la longe mesmo que
Ela demore um século, mas
Ela pode nos chegar quando menino
Por isso como já estiquei as pernas
Por muitos caminhos, e
Como mal saí do ninho
Estou com a metade do meu destino
Percorrido, sofrido e vivido, e
Antes que eu estique as botas
Antes que a morte bata a minha porta
Deixo aqui meu testamento
1)     O amor pelo meu pai
2)     O amor pela minha mãe
3)     O amor pelos meus irmãos
4)     O amor pela minha esposa
5)     O amor pela minha filha
6)     O amor pelo meu filho
Por ser de riqueza pouca
Pode parecer de pouco valor o deixado
Mas foi isso que me enriqueceu, o amor
Fez-me rico o suficiente para viver o bastante
Por isso peço, pai, mãe, irmãos, esposa e filhos
Não me enterra em qualquer chão
Não me enterra em nenhum chão
Crema-me e jogue minhas cinzas poéticas
Onde os rios Grande e São Francisco se encontram
E deixe que o epitáfio eles em suas águas rabiscam

5 comentários:

  1. muito lindo, Éder,pois desta vida só deixamos o amor e só levamos o amor, pois amar é nossa verdadeira missão.
    Beijos

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  2. .

    .

    . penso que não haja riqueza mayor . do que a do AMOR que re.encontro sempre aqui .

    .

    . um forte abraço .

    .

    . paulo .

    .

    .

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  3. Pois é meu lindo, missão cumprida, deixemos o que temos de melhor, pq esse legado será lembrado pra sempre. Beijos e bom dia.

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  4. O amor não se define pela imensidão que há nele, mas transborda riqueza , e é dela que sobrevivemos neste luxo da vida....

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